Este , escrito numa idade que costuma danificar a criação de talentos mais robustos, é um mistério: o mistério da ascensão ininterrupta de um escritor de gênio, que soube, como poucos em nossa literatura e em nossa língua, uinir experiência pessoal e expressão estética, lembrança e imaginação criadora, vida e linguagem. Decerto a menina da aristocracia rural cearense que, num lar culto, lia Tolstoi, está presente neste romance épico que é quase, ou talvez, ou decerto, um dos símbolos de nossa nacionalidade, da nossa força e de nossa energia. Mulher forte, do velho Testamento, a bíblica Rachel de Queiroz conta, na saga de Maria Moura, a sua própria história de guerreira do Brasil. Mas para onde terá ido Maria Moura? Como Rachel, ela não foi para lugar nenhum. Permanece em nós e fora de nós, no sertão do mundo e da existência. Como sua criadora incomparável, ela, Maria Moura, é um clássico ao mesmo tempo doce e aguerrido, feminino e masculino.
Biblioteca Viva
Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.
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