Kardec, A Biografia - Marcel Souto Maior


A campanha de lançamento de O livro dos espíritos estava pronta, e o professor Rivail não seria nada comedido ou cauteloso ao anunciar o conteúdo da obra.
De uma vez só, proclamou a existência de espíritos e sacramentou a vida depois da morte, sem mencionar as vertiginosas e já um tanto entediantes mesas girantes.
Nessa biografia, Marcel Souto Maior investiga a vida do codificador da doutrina espírita, Allan Kardec. O que transformou o cético em referência fundamental de uma religião? O que o convenceu a acreditar que os mortos estavam vivos e se comunicavam através de médiuns? O que o fez enfrentar adversários ferrenhos da Igreja e da imprensa para levar ao maior número de leitores sua fé na sobrevivência do espírito?
Foi em busca de respostas para estas perguntas que o autor, biógrafo de Chico Xavier, saiu a campo. O resultado de sua pesquisa é um retrato do homem que virou símbolo de uma doutrina para milhões de seguidores e ajudou a transformar o Brasil no maior país espírita do mundo. Mas quem procurasse suas iniciais logo abaixo do subtítulo não as encontraria. Em vez do renomado educador H.L.D. Rivail, um ilustre desconhecido ganhou destaque na capa do livro, em negrito a caixa alta, como responsável por organizar o ditado do além: ALLAN KARDEC.
Hippolyte Leon Denizard Rivail tinha 53 anos quando mudou de vida e de nome para dar voz aos espíritos. Desde o início, O livro dos espíritos teve, para ele, a força de uma nova certidão de nascimento – público, notória e polêmica.

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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