Meu Caminho, Edgar Morin


Meu Caminho, novo livro de Edgar Morin, apresenta entrevistas concedidas por ele à jornalista Djénane Kareh Tager ao longo de 2008. Nelas, o autor mostra a unidade de uma obra magnífica, marcada pela diversidade e pelas vicissitudes.
Desde o início do livro, o leitor mergulha na vida de Edgard Morin, do engajamento na resistência comunista à sua ruptura com o stalinismo. Ele pertence à geração de intelectuais que ocultaram, sob o calor da ação, a gangrena que constituía o stalinismo, sem aderir, porém, aos dogmas. Essa reflexão pessoal e sua independência constituem as forças que o animam ainda hoje.
Em Meu Caminho, o homem, escritor, sociólogo, inventor do pensamento complexo, ator da vida social, e mesmo política, se liberta, não escondendo as emoções nem as paixões, e revelando ao leitor sua própria experiência na vida, no amor, na velhice e diante da morte.
O amanhã da humanidade está no cerne das reflexões de Edgard Morin. Trata-se de se apoiar sobre todos os aspectos positivos das ciências e técnicas, desenvolvendo a economia solidária e o comércio equitativo. Para ele, a crise econômica é tanto um risco quanto uma chance para a humanidade. Ela pode favorecer as forças retrógradas ou a emergência de soluções positivas que modificarão para sempre o sistema global.
Esse é o caminho de um homem. Esse é o pensamento que se formou no decorrer desse caminho e produziu uma obra maior.

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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