A Invenção de Morel, Adolfo Bioy Casares


Lançado em 1940, o romance A invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares (1914-1999), é um clássico da ficção científica latino-americana e uma referência internacional do gênero. Prova de sua influência é a variedade de obras que inspirou, do longa-metragem O ano passado em Marienbad, do francês Alain Resnais, ao seriado pop norte-americano Lost. Narrado em primeira pessoa, o livro conta a história de um fugitivo que chega a uma ilha aparentemente deserta, com estranhas construções que também parecem abandonadas. Um dia, ele ouve música e ruídos. Percebe que não está sozinho e, atemorizado, busca refúgio num pântano. Aos poucos, porém, se aproxima do grupo e se apaixona por uma mulher. Mas algo que ele não entende ocorre ali, porque os desconhecidos não o veem e não o ouvem. Tudo parece estar relacionado com uma misteriosa máquina inventada por um sujeito chamado Morel e que sugere a criação de uma espécie de imortalidade, mas por meio de imagens. O argentino Bioy Casares tinha apenas 26 anos quando escreveu A invenção de Morel, uma obra visionária, que lança um questionamento sobre os limites entre o real e o virtual, extremamente válido ainda hoje.
Sylvia Colombo
Jornalista da Folha

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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