Durante vinte anos o Brasil foi sujeito a uma ditadura militar que impĂ´s uma censura feroz e cuidadosamente estudada. Os principais meios de comunicação eram diariamente assolados por bilhetes e telefonemas listando as proibições da vez. Revistas e jornais eram recolhidos das bancas e censores eram figurinhas carimbadas nas redações. Mas alguns meios de comunicação foram capazes de fazer resistĂŞncia, desenvolvendo macetes para driblar a censura ou pelo menos torná-la evidente (a exemplo de trechos dos LusĂadas ou receitas de bolo que eram colocadas no lugar de matĂ©rias vetadas). Desde seu primeiro nĂşmero atĂ© 1976, quando a censura finalmente saiu de sua redação, a revista Veja foi uma das que lutou pela liberdade de levar a seus leitores os principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Esta Ă© a histĂłria de sua concepção, dos jornalistas que a formaram e de como eles conseguiram resistir Ă mĂŁo de ferro da ditadura. ContĂ©m textos inĂ©ditos vetados pela censura.
Biblioteca Viva
Em 1947 Érico VerĂssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação sĂł termina em 1962. Recebe vários prĂŞmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotĂ©tico paĂs do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 Ă© a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crĂtica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memĂłrias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.
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