Nem preto nem branco, muito pelo contrário, Lilian Moritiz Schwarcz


Publicamente, em entrevistas à empresa, e pesquisas de opinião, a discriminação racial é condenada por unanimidade pela população brasileira. No entanto, apesar de não se declararem racistas, quase todos os brasileiros afirmam conhecer alguém que seja. A existência do preconceito é reconhecida, mas sua pratica é sempre atribuída ao outro. O racismo ganha assim contornos de uma estranha invisibilidade: apesar de não aparecer na forma de políticas oficiais ou manifestações públicas abertamente discriminatórias, está presente nos contatos mais elementares das relações cotidianas. Em "Nem preto nem branco, muito pelo contrário", a antropóloga Lilian Moritz Scwarcz aborda um dos temas mais recorrentes na discussão sobre racismo no Brasil: a ambiguidade. Em um estudo abrangente, que trata das relações sociais do país desde a época colonial, este ensaio revela que existe muito mais entre o branco e o preto no Brasil contemporâneo do que supõe o velho mito da democracia racial.

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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