Memórias do Subsolo, Fiódor Dostoiévski


Nietzsche via em memórias do subsolo "a voz de sangue", enquanto para André Gide tratava-se do ponto culminante da carreira de Dostoiévski. George Steiner, por seu turno, qualificou-o de "o mais dostoievskiano dos livros" e como a suma obra do escritor. Ao escrevê-las em 1864, Fiódor Dostoiévski (1821-1881) abria a fase de sua produção que o consagraria como o autor russo mais conhecido fora de seu país, e um dos mais influentes do século XIX. O vigor de "Memórias do Subsolo" ecoaria não apenas nos grandes romances subsequentes do autor, como "Crime e Castigo" e "Os Irmãos Karamázov", mas também anteciparia os abismos e paradoxos da melhor literatura da modernidade, de Kafka a Beckett. Mergulho vertiginoso nas profundezas da alma, em que tiradas filosóficas e intrincados mecanismos mentais convivem com uma verve sarcástica corrosiva, este monólogo de uma consciência atormentada por sua própria agudeza segue hoje provido de força e pertinência.

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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