Viva o Povo Brasileiro, João Ubaldo Ribeiro


Obra que confirmou definitivamente o lugar de João Ubaldo Ribeiro entre os maiores escritores de língua portuguesa, Viva o povo brasileiro foi lançado treze anos depois de Sargento Getúlio. Consagrado pela crítica e pelos leitores e considerado um dos mais importantes romances da literatura nacional, o livro se volta às origens do Recônca vo Baiano para recriar quase quatro séculos da história do país por meio da saga de múltiplos personagens.Viva o povo brasileiro se desenvolve em grande parte no século XIX, mas também viaja a 1647 e avança até 1977. Nele, realidade e ficção se misturam para criar um épico brasileiro com passagens heroicas e cômicas, tendo como pano de fundo momentos decisivos para a história do país, como a Revolta de Canudos e a Guerra do Paraguai.Como aponta em seu texto "Brava gente brasileira" o professor de literatura João Luís C. T. Ceccantini, Viva o povo brasileiro é uma espécie de 'epopeia às avessas' , em que a história do Brasil ressurge não sob a perspectiva da ?História oficial´, mas pela ótica de personagens anônimos do povo brasileiro. Na trama, o escritor segue as trilhas de um romance popular, sem cair no "popularesco" ou no "populismo". E a saída que encontra para produzir um texto acessível mas ao mesmo tempo de alto nível literário é a da paródia e do humor."Traduzido para o alemão, espanhol, francês e italiano, e vertido para o inglês pelo próprio autor em dois anos de incomum e árduo trabalho, Viva o povo brasileiro ganhou em 1984 o prêmio Jabuti e o Golfinho de Ouro, do Governo do Rio de Janeiro.

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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