Sêneca e o estoicismo, Paul Veyne


Nascido em Córdoba, cidade da penísula ibérica conquistada pelos romanos. Sêneca era um homem de promissor talento oratório quando decidiu ir a Roma tentar uma carreira literária. No centro do império, ele se tornaria não apenas um escritor renomado como um bem-sucedido homem de negócios, importante figura pública e o maior filósofo de seu tempo.

Neste livro o historiador francês Paul Veyne, um dos principais especialistas em antiguidade greco-romana, a vida e a obra de Sêneca ganham uma apresentação esclarecedora e uma interpretação original, que alargam a compreensão do estoicismo e indagam sobre sua atualidade.

O autor analisa os impasses e as contradições que afetaram Sêneca, intelectual que foi preceptor de Nero e quase sempre esteve ao lado do poder imperial. Também contextualizando-a para além das noções consagradas de resignação e sofrimento abnegado.

Para Veyne, o estoicismo almejava elaborar não uma moral, mas um método filosófico que permitisse alcançar a felicidade pessoal e a liberdade interior do eu. Sêneca foi o filósofo que encarnou com maior complexidade os desafios dessa doutrina - até o limite, com seu suicídio, como a comprovar suas célebres palavras: "Sê teu próprio libertador".

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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