O Nobre Deputado, Marlon Reis


Relato chocante (e verdadeiro) de como nasce, cresce e se perpetua um corrupto na política brasileira.
'Meu nome é Cândido Peçanha. Sou um deputado eleito democraticamente para representar o povo do meu Estado. [...]

No Brasil, não importa o Estado, a única coisa que vira o jogo é uma avalanche de dinheiro. O jogo é comprado, vence quem paga mais. Sempre foi assim e sempre será. [...] Meu objetivo aqui é revelar como o poder transforma dinheiro em poder. É um sistema de engenhosidade formidável, complexo e encantador.' Você sabia que o resultado de qualquer eleição no Brasil já está definido muito antes do encerramento da votação? Antes até da abertura das urnas? Isso nos faz pensar que a vontade do eleitor não vale muito no processo. O que conta é a quantidade de dinheiro arrecadado para a campanha vencedora, que usa a verba num esquema infalível de compra de votos. Arrecadou mais, pagou mais. Pagou mais, levou. Simples assim. Não existem números que comprovem tal fato, mas as diversas entrevistas realizadas por Márlon Reis ao longo dos últimos meses para realizar este livro, parecem desvendar o comprometimento do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas com uma gigantesca máquina que vicia todo o processo eleitoral do Brasil de forma assustadoramente eficiente. Isso explicaria muita coisa... O deputado Cândido Peçanha é uma personificação do que o autor viu e ouviu. Reunimos assim, num único personagem, os testemunhos de vários políticos que, mesmo não se conhecendo entre si e sendo dos mais variados pontos do país, se referem às mesmas práticas de modo minucioso e coerente.

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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