O amante da China do Norte, de Marguerite Duras


Depois do grande sucesso (prêmio Goncourt em 1984), Marguerite Duras nos traz de volta a Indochina dos anos 20 e a intensa paixão entre a adolescente branca e pobre, de quinze anos, e o chinês proibido de amá-la. Ao fundo, as paisagens do rio Mekong, onde os amantes se desejam pela primeira vez. Com seu estilo fluente e conciso, quase cinematográfico e cheio de colorido, Duras nos apresenta mais um grande romance, que confirma sua importância entre os maiores autores franceses da atualidade.

Ao contrário do primeiro livro, desta vez ela se distancia e não escreve na primeira poessoa. Permanece, no entanto, o traço autobiográfica. "O livro poderia ter se chamado", diz, "O amor na rua ou O romance do amante ou O amante recomeçado. (...) Durante um ano voltei à idade da travessia do Mekong na balsa de Vinh-Long. Escrevi o livro em meio a uma louca felicidade. Demorei um ano com ele, fechada naquele amor entre o chinês e a criança. Fiquei dentro da história com eles, e somente com eles. Voltei a ser uma escritora de romances."

Adaptado para o cinema seguindo as indicações da própria autora, O amante da China do Norte gerou um filme sensual e polêmico, no qual a "criança" se entrega a aventura amorosa como uma mulher adulta.

Além de romances como Emily L, O deslumbramento e Chuvas de verão, Marguerite Duras também escreve crônicas e roteiros de filmes, entre os quais o consagrado Hiroshima, meu amor. Seus textos são, na opinião de Jeanne Moreau, "um oásis dentro da onda comercial que invade a dramaturgia francesa".

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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