Muito longe de Casa, Memórias de um Menino-Soldado, Ishmael Beah


Das cercas de trezentas mil crianças-soldado que atualmente participam de conflitos pelo mundo inteiro, uma delas conseguiu escapar da morte, dos entorpecentes, da lavagem cerebral e dos abusos cometidos pelos senhores da guerra, para contar sua história.

Ao escapar, por acaso, aos doze anos, de um ataque de rebeldes, Ishmael Beah perambulou pelo interior de Serra Leoa, acompanhando a progressão dos conflitos da guerra civil de seu país. Fã de hip-hop e de boa literatura, conhecido por recitar Shakespeare em sua aldeia natal, Beah é aliciado pelo exército do governo e, além de vítima, torna-se algoz. Jogado na roda-viva da guerra, passa parte da infância e da adolescência matando sob o comando de adultos e fugindo da morte. Mesmo depois de reabilitado pelo Unicef, seguiu fugindo da matança e de seus fantasmas - traumas profundos que leva para a sua escrita. Aos vinte e cinco anos, Beah relata, aqui, uma experiência mais rica do que qualquer ficção jamais conseguiria recriar. E o faz com verdadeira força literária.

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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