'Elogio da Loucura' insere-se, com precisão, no espírito de sua época. Escrito em Londres, em 1509, exigiu apenas sete dias para sua elaboração. Uma sátira, de conteúdo aparentemente brincalhão, sacudiu a Europa e trouxe para o autor crítica impiedosa de todos os que por ela se sentiram afligidos: "juristas minuciosos, filósofos escolásticos, nobres arrogantes, bispos luxuriosos, negociantes sórdidos e estúpidos", e outros.
Dona Estultícia, personagem central, na medida em que analisa cruamente a época, deixa claro valores novos, que se vão impondo e que seriam responsáveis por todas as transformações que caracterizam os Tempos Modernos. Ridicularizando os costumes, sutilmente, exorta a um representar que, atendido, desencadeia uma revolução.
O autor não se compromete. É a loucura de quem fala. É a loucura que
sugere o império da razão; a reinterpretação do homem, colocando-o no
centro do universo; o hedonismo e o naturalismo. Sugere, na medida em
que ri da teocracia; condena o luxo da igreja; desmascara a hipocrisia
dos que têm poder.
Uma obra, com tal riqueza de detalhes, somente poderia ser escrita por um cidadão do mundo, como fora Erasmo de Rotterdam. Embora frade agostiniano, foi um homem livre na acepção do termo. Inteligentemente, sem ferir as regras, obteve autorização para, em tarefas ou a estudos, circular pelos diferentes países da Europa cujas fronteiras sonhava inexistir um dia.
Tendo conhecido as agruras da pobreza e da bastardia, os rigores da vida monacal e a convivência com bispos e nobres, por esse "príncipe do humanismo", produzir no curto período em que foi obrigado a guardar o leito, uma obra que vem atravessando séculos, instigando a curiosidade intelectual de todos os que a ela têm acesso.
É visando, justamente ampliar a oportunidade a novos leitores, que reeditamos o 'Elogio da Loucura'.
Uma obra, com tal riqueza de detalhes, somente poderia ser escrita por um cidadão do mundo, como fora Erasmo de Rotterdam. Embora frade agostiniano, foi um homem livre na acepção do termo. Inteligentemente, sem ferir as regras, obteve autorização para, em tarefas ou a estudos, circular pelos diferentes países da Europa cujas fronteiras sonhava inexistir um dia.
Tendo conhecido as agruras da pobreza e da bastardia, os rigores da vida monacal e a convivência com bispos e nobres, por esse "príncipe do humanismo", produzir no curto período em que foi obrigado a guardar o leito, uma obra que vem atravessando séculos, instigando a curiosidade intelectual de todos os que a ela têm acesso.
É visando, justamente ampliar a oportunidade a novos leitores, que reeditamos o 'Elogio da Loucura'.

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