A vinha dos esquecidos, de João Clímaco Bezerra


O pescador - reza o Evangelho - é divino e santo. Lança a sua rede. Mas não pode impedir que nela penetrem os peixes bons e maus. Plantando as suas roas, não. Só as belas, as olorosas devem florescer. Não consente que as parasitas, as ervas más, cresçam ao seu redor. Para isso tem ele poderes. E deixar que suas rosas perfumem a manhã num canto ao sol, rivalizando com o irmão Francisco, o pobrezinho, o poeta. E riu o padre Anselmo: de onde lhe saíram queles pensamentos? Verdadeiros refrigérios no mundo de pecados em que vivia.

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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