Escrito às vésperas do colapso da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 e publicado em Viena no ano seguinte, O mal-estar na civilização é uma penetrante investigação sobre as origens da infelicidade, sobre o conflito entre o indivíduo e sociedade e suas diferentes configurações na vida civilizada. Este clássico da antropologia e da sociologia também constitui, nas palavra do historiador Peter Gay, "uma teoria psicanalítica política".
Com a tradução de Paulo César de Souza, que preserva a exatidão
conceitual e toda a dimensão literária da prosa do criador da
psicanálise, o livro proporciona um verdadeiro mergulho na teoria
freudiana da cultura, segundo a qual civilização e sexualidade coexistem
de modo sempre conflituoso. A partir dos fundamentos biológicos da
libido e da agressividade, Freud demonstra que a repressão e a
sublimação dos instintos sexuais, bem como sua canalização para o mundo
do trabalho, constituem as principais causas das doenças psíquicas de
nosso época.

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