O livro que ninguém leu, Owen Gingerich

Em 1943,quando Copérnico estava em seu leito de morte, amigos clérigos entregaram a ele um aguardado pacote: as páginas impressas do livro que foi sua obsessão por anos, De revolutionibus - no qual o astrônomo sugere pela primeira vez que o Sol, e não a Terra, é o centro do universo.
O livro que ninguém leu apresenta uma recente avaliação do poder de influência dessa publicação extraordinária e suas ideias. Instigado pela afirmação de Arthur koestler de que, à época de sua primeira publicação, ninguém havia lido De revolutionibus, o renomado historiador Owen Gingerich embarcou numa aventura de trinta anos para ver pessoalmente as 600 cópias que restaram da primeira e segunda edições da obra, inclusive as que haviam pertencido e sido comentadas por Galileu e Kepler.
Perseguido a trajetória de exemplares que passaram pelas mãos de santos, heréticos, malandros e bibliomaníacos, Gingerich nos dá provas conclusivas - séculos após sua publicação - de que De revolutionibus foi um livro transformador que serviu de inspiração a muitos cientistas.
O livro que ninguém leu é a biografia de um publicação, uma exploração científica e uma história policial bibliográfica. Uma investigação que resultou em um trabalho original e agradável.

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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