A Revolução dos Bichos, George Orwell


Cansados da exploração a que são submetidos pelos humanos, os animais da Granja do Solar, rebelam-se contra seus donos e tomam posse da fazenda, com o objetivo de instituir um sistema cooperativo e igualitário sob o slogan "Quatro pernas bom, duas pernas ruins".

Mas não demora muito para que alguns bichos - em particular os mais inteligentes, os porcos - voltem a usufruir de privilégios reinstituindo aos poucos um regime de opressão agora inspirado no lema "Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que outros". A história da insurreição libertária dos animais reescrita de modo a justificar a nova tirania, e os dissidentes desaparecem ou são silenciados a força.

Instrumentalizada na época da guerra fria como arma anticomunista, A Revolução dos Bichos transcende os marcos históricos da ditadura stalinista que a inspirou e resplandece hoje, passados mais de sessenta anos de seu surgimento, como uma das mais extraordinárias fábulas sobre o poder que a literatura já produziu.

"A melhor sátira já escrita sobre a face negra da história moderna."
Malcom Bradbury

"Um livro para todos os tipos de leitor, seu brilho ainda intacto depois de sessenta anos"
Ruth Rendell

"De primeira qualidade, não há dúvida. Comparável a Voltaire e a Swift."
Edmond Wilson


Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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