"Será que o cidadão deve, ainda que por um momento e em grau mínimo, abrir mão de sua consciência em prol do legislador? Nesse caso, por que cada homem dispõe de uma consciência? Penso que devemos ser primeiro homens, e só depois súditos. [...] A única obrigação [...] é a de fazer em qualquer tempo o que julga ser correto."
Uma das mais intrigantes personalidades do século XIX, Henry David Thoreau (1817 - 62) foi um homem de mútiplos interesses, mas era nas letras e na oratória que se manifestava sua verdadeira vocação: a de corajoso crítico do ideal americano de viver para o trabalho e para o consumo, o nascente American Way of Life. Um dos precursores da ecologia e da resistência pacífica, conquistou admiradores ilustres, como Tolstói, Martin Luther king e Gandhi.
Em "A desobediência civil", libelo crítico ao país que apregoava a
liberdade mas adotava políticas imperialistas e a escravidão, Thoreau
propõe mudanças radicais no papel dos cidadãos: não bastava obedecer às
leis justas, era preciso refutar toda lei injusta. Assim o autor
conclamava seus contemporâneos a resistir pacificamente àqueles que
pretendiam "derramar o sangue de nossas consciências".
Além do texto que lhe dá título, o presente volume é composto de "Onde vivi e para quê", capítulo de Walden - obra em que Thoreau retrata seus anos de isolamento numa floresta -, do discurso abolicionista "A escravidão em Massachusetts", e dos ensaios "Caminhar" e "Vida sem princípios".
Além do texto que lhe dá título, o presente volume é composto de "Onde vivi e para quê", capítulo de Walden - obra em que Thoreau retrata seus anos de isolamento numa floresta -, do discurso abolicionista "A escravidão em Massachusetts", e dos ensaios "Caminhar" e "Vida sem princípios".

Nenhum comentário:
Postar um comentário