A Desobediência Civil, de Henry David Thoreau


"Será que o cidadão deve, ainda que por um momento e em grau mínimo, abrir mão de sua consciência em prol do legislador? Nesse caso, por que cada homem dispõe de uma consciência? Penso que devemos ser primeiro homens, e só depois súditos. [...] A única obrigação [...] é a de fazer em qualquer tempo o que julga ser correto."

Uma das mais intrigantes personalidades do século XIX, Henry David Thoreau (1817 - 62) foi um homem de mútiplos interesses, mas era nas letras e na oratória que se manifestava sua verdadeira vocação: a de corajoso crítico do ideal americano de viver para o trabalho e para o consumo, o nascente American Way of Life. Um dos precursores da ecologia e da resistência pacífica, conquistou admiradores ilustres, como Tolstói, Martin Luther king e Gandhi.

Em "A desobediência civil", libelo crítico ao país que apregoava a liberdade mas adotava políticas imperialistas e a escravidão, Thoreau propõe mudanças radicais no papel dos cidadãos: não bastava obedecer às leis justas, era preciso refutar toda lei injusta. Assim o autor conclamava seus contemporâneos a resistir pacificamente àqueles que pretendiam "derramar o sangue de nossas consciências".

Além do texto que lhe dá título, o presente volume é composto de "Onde vivi e para quê", capítulo de Walden - obra em que Thoreau retrata seus anos de isolamento numa floresta -, do discurso abolicionista "A escravidão em Massachusetts", e dos ensaios "Caminhar" e "Vida sem princípios".

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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