Escrito em 1890, este romance de Oscar Wilde talvez seja até mais atual agora do que em seu lançamento. O culto à aparência e a eterna juventude deixou de ocupar apenas alguns estetas e aristocratas, como ocorria no fim do século XIX, para se transformar em fenômeno de massa.
No esplendor da juventude, Dorian Gray posa para um quadro, e lamenta que, com o passar dos anos, perderá a beleza ali retratada. Ou será que não? Um pacto diabólico está em curso.
Célebre em sua época pelo apuro das roupas, pelo brilho das frases e
pelo escândalo em torno da sua homossexualidade, Oscar Wilde (1854 -
1900) reúne nesta fábula, simples e profunda, aspectos contrastantes de
sua personalidade como literato e pensador. Contestando a rigidez
vitoriana e a feiura da sociedade industrial, "O Retrato de Dorian Gray"
também põe em questão as ideias estetizantes e refinadas que seu autor
sabia como desenvolver como ninguém.

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