A morte de Ivã Ilitch, Lev Tolstói


Célebre por romances monumentais como “Anna Kariênina” e “Guerra e Paz”, o conde russo Lev Nikoláievitch Tolstói era também um mestre da narrativa curta, como fica evidente em “A Morte de Ivan Ilitch” , que Paulo Rónai considerava “a mais perfeita e a mais vigorosa” de todas as novelas.
Tolstói usa o sofrimento de um jurista bem-sucedido para refletir sobre questões filosóficas como o sentido da vida e a inevitabilidade da morte, e sua alternativa por uma linguagem simples e direta não deve ser confundida com falta de elaboração literária.

Na opinião de Vladímir Nabókov, “ninguém na década de 1880 escrevia assim na Rússia”, e a novela pode ser vista como precursora do modernismo russo, misturando “toques de fábula”, uma “entonação terna e poética” e um “tenso monólogo mental”, no qual Tolstói aplica o método de fluxo de consciência. Despojamento vocabular e sofisticação estilística se unem em uma narrativa profunda e poderosa.

Biblioteca Viva

Em 1947 Érico Veríssimo começou a escrever a trilogia "O Tempo e o Vento", cuja publicação só termina em 1962. Recebe vários prêmios, como o Jabuti e o Pen Club. Em 1965 publica "O Senhor Embaixador", ambientado num hipotético país do Caribe que lembra Cuba. Em 1967 é a vez do "Prisioneiro", parábola sobre a intervenção do Estados Unidos no Vietnam. Em plena ditadura, lança "Incidente em Antares" (1971), crítica ao regime militar. Em 1973 sai o primeiro volume de "Solo de Clarineta", seu livro de memórias. Morre em 1975, quando terminava o segundo volume, publicado postumamente.

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